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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Chovendo no molhado — parte meia-dúzia, seis: 2025 chegou!

Qual equipa de F1 seria o Inter?
Pra quem curte, 2 links: MP4/4 e Top 10.

☆★

Como de praxe a cada intermezzo aka intervalium, muitas expectativas e inquietações pairam na poeira cósmica de mais um ano que vem à luz, com aquele berreiro tão comovente quanto ensurdecedor. atordoante? espantoso? embasbacante?... #tomanoku

Qual será o Inter de 2025? Teremos perna e pulmão pras quatro competições a disputar? Vamos faturar ao menos um caneco? A começar pelo novo Gauchonga... faz 7 anos (sete!) que só dá Humaitense (o Saci deve ter quebrado um espelho).

Tudo depende das chegadas e partidas, as quais dependem duma série de coisas — da sorte inclusive, mas sobretudo da grana (que também depende da sorte) — a fim de ao menos manter o mesmo nível da última temporada (alcançado a partir da vinda de Roger Rabbit et alii).

No quesito financeiro, compomos a classe do remediados, chuleando fazer frente aos endinheirados e queridinhos. Isso quer dizer que temos de fazer sempre mais do que o necessário, porque o lema da arbitragem é In dubio pro divite (Na dúvida, pelo rico.) — amiúde nem precisa de dúvida nenhuma, vai na mão-grande mesmo!
 
Linha de impedimento by Varjinha.

★☆★
Em tempos de Beths, Criptonitas, Safizações, Sintekos etc., o mercado vai ficando cada vez mais inflacionado e a desigualdade econômica entre os clubes tende a aumentar. Esse contexto nos obriga a trabalhar com a exceção, pegar a sobra da sobra, ser criativo, buscar a eficiência o tempo todo e até transformar esterco em ouro. Só assim podemos furar o monopólio do grande capital e, em nome das raízes populares do ludopédio, mostrar que somos a grama no asfalto, a resistência dos clubes de esquerda em meio a um calendário mais apertado que bombacha de fresco. Que graça tem um esporte de massa em que o dindim determina os vencedores, bastando contratar os melhores mercenários etc. etc.? Em nome do operário-jogador, não aceitemos a elitização duma várzea de luxo!

No pontos escorridos (sic) do Varzileirão©, temos quase consenso de que é impossível lograr o tetra, porque sempre há muitos fatores que nos impedem dum jeito ou doutro de sair da fila, e lá se vai meio século... A edição de 2024 terminamos em 5.° (provando não sermos uma equipa de quinta), com direito a récorde de invencibilidade (16) e melhor campanha do returno. Mas a cada ano a roleta volta a girar, lembrando-nos que em Pindorama a distância entre céu e inferno é curta. Igual a competição que tem mais apelo é a Libertas, aí sabemos que dá pra chegar, de preferência como eterno underdog... Alternativamente, a Cobra.

Agora em janeiro, temos pela frente um amistoso com a seleçã mexicana (dia 16) e depois as 3 primeiras rodadas do Gauchonga. 


Factory Fan Bass │ 工場扇風機ベース


RESENHAGEM OFICIAL:
0 X 2 México (amistoso 16/01)
Guarany Bage 2 x 2 (Gauchonga 22/01)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Intermezzo: 2023 ↔ 2024

MERRY CHRISTMARX! CADÊ MINHA MAIS-VALIA?!
CEIA IMPERDÍVEL, COM O TRADICIONAL "PERU AO FORNO TRASEIRO".
Entre a temporada recém-finda e a próxima vindoura vivemos um momento de transição inercial, como sapo em banho-maria (atenção pra anfibologia), presos no vácuo que se forma após os finalmentes duma cópula até as preliminares da próxima, suscetíveis à melancolia e ao mesmo tempo incapazes de resistir à piscadela da cachorra logo adiante... Por ora, a roleta está rolando sem bolinha, as cartas se limitam ao solitário. O pornô per se é um paliativo que não convence, e o marasmo impera. [Okay, este primeiro parágrafo não diz nada com nada! ou diz?]

Não que o ano tenha sido ruim — pensando imparcialmente (se isso é possível), até que foi bom, porque fomos mais longe do que esperávamos, e pudemos sonhar alto... Eis senão quando a deusa Fortuna nos abandona, e a cama king-size se transforma num beliche de cima do qual caímos desacorçoados; mas em seguida juntamos os cacos e seguimos em frente. Ou seja, não temos do que reclamar e tampouco por que sermos ingratos. Poderia ter sido melhor? poderia (não apenas melhor: o máximo!). Valeu a pena mesmo assim? valeu. Temos boas perspectivas? temos. Então que venha o porvir!  Ao fim e ao cabo... [Outro parágrafo tergiversante.] 

 ☆☆☆

Aqui talvez coubesse um retrospecto dos altibaixos. Limitemo-nos a elencar os destaques positivos, a saber, em ordem cronológica:

● contratação do Ennerval 13 (o psicopata colorado);
● troca do Manot pelo Coudot aka Cudêncio (a volta do técnico pródigo);
● contratação do Rochot (habemus portarium);
● assinatura com a Liga Cujo aka Futebol Forte, ou Feijoada com Farofa - LFF (a cabeça de sardinha entrou pelo rabo de tubarão);
● classificação às semifinais da Libertas (é-pi-ca a vitória sobre O'Ríver no Bêra e inesperada a sobre o Boliva em La Paz); 
● vitória acachapante sobre o Humaitense aka gremixo pela 26ª rodada do Brasa no Bêra (retrospectivamente, esse resultado foi decisivo no final do certame...);
● reeleição do presidente Barcelino aka Barcelênin (apertada é mais gostoso); 
● Gurias campeãs gaúchas (no randevu das arquirrivais) e da Ladies Cup (em cima das Sereias).

Acho que não esqueci nenhum...   

 ☆☆☆

Sobre a reeleição do Barcelino: no decorrer do primeiro mandato, ele cometeu algumas heresias em relação ao status qu (sic), i.e. foi fazendo ajustes incômodos ao esquema miguxês e acertou a mão no último ano do mandato (cf. lista supra).

Em princípio, o escopo de 2024 é faturar o Brasa, porque estamos na fila há séculos e vimos batendo na trave (inclusive ou sobretudo submetidos a escamoteios). Tem ainda a Shula e a Cobra. Porém, antes de tudo vem o Gauchonga (1ª peleia prevista pra 20/1 contra o Avenida no Bêra). 

Uma ideia inovadora que decerto nos ajudaria a lograr sucesso na busca do Santo Graal: instalar caixas orgônicas no C.T. e no vestiário, a serem usadas pelo prantéu & comixão ténica (sic— vou propor isso ao Departamento de Fustebol (oportunamente quem sabe eu dê mais detalhes na presente bostagem ou depois).

 ☆☆☆

Quanto aos apelos de final de ano (Natal & Reveião), aproveitemos pra refletir no casaco de Marx*, tantas vezes por ele penhorado e resgatado, bem como no "fetichismo da mercadoria", na futilidade existencial, etc. Mas nada de autoflagelação! Afinal, merecemos bastante orgônio (que aliás é "de grátis").

*E também no capote de Gógol.  

Saudações ruquerraqueanas! 

Feriae quae serae tamen.
The Was (2016) - The Avalanches + Soda_Jerk

BENZADEUS! (Le Ruque-Raque Blogue & The Black Tape Project)