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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Atlético-PR 0 x 0 Inter (quartos de final da CoBra 2013 - volta)

PÓS-PELEIA [24/10, 15h]

Que ranço se apossou do Inter! Que inhaca braba! O time ora parece um bando de refugiados que se perdeu pelo caminho, ora um grupo de comadres menstruadas participando duma gincana. Os jogadores mal sabem o que estão mesmo fazendo ali, estabanando-se e divagando pelo relvado, como notas numa composição atonal. Ao espetáculo o comandante assiste contrariado e impotente, parece vigia de carros-choques. E ao torcedor colorado resta exclamar: a que ponto chegamos! como fomos cair nessa areia movediça?! de que jeito sairemos dela?! puxando-nos pelos cabelos?! Palhaçada!

Nem achei nada de excepcional no Furaquinho. Trata-se duma equipa comum, igual a tantas outras. Na falta de futebol, fizeram o joguinho provocador e intimidante de quem está numa decisão, tipo puxando o lóbulo da orelha ou a camisola do adversário, beliscando-o ou cutucando-o por trás, chegando no tranco, soltando o bafo etc. Diante dessas grosserias, nossos "guerreiros" de uniforme todo alvo portavam-se como donzelas acossadas por cidadãos em pleno gozo do indulto ("Pára com isso! senão vou contar pro meu pai!").

Kremer vs. Kremer armou o time como se o empate de zero service a nós, e não ao anfitrião. A necessidade de meter golos (e daí mandar pro outro lado a responsabilidade) foi abordada de modo conformista e equivocado — ele devia saber muito bem que o modelo de ataque com aipim plantado não vinha funcionando e que nosso plantel oferecia alternativa melhor; mesmo assim insistiu em escalar Damien e ainda por cima reeditou o erro de substituí-lo pelo Hymen (12'/2º), que conseguiu a proeza de perder um golo na pequena área (assim como Jáquiço quase repetiu o golo-contra que domingo ferrou o Brenal). No intervalo, Kremer já havia feito a primeira alteração ao botar Furlã no lugar de Tavin... Finalmente, na metade da etapa complementar (25'), sacou Kreber pra colocar Nacho, deslocando Yoda pra LE. Portanto, passamos a atuar numa formação superofensiva, muito bacana — só que esses atacantes todos não se acharam (apenas a Odalisca não estava fora de posição)!

Resumo da opereta: mal ameaçamos os donos da casa (e.g. chutar a golo evitou-se como crime hediondo), e a desclassificação veio ao natural. De sobremesa, serviram-nos jiló com chá de losna. Agora nos resta atingir logo a nota mínima pra passar de ano. Em 2014, com o Beira-Rio novo, além do Gauchonga e do Brasa teremos só a CoBra outra vez (ou a Shula). Ata.
A bola é redonda.
PRÉ-PELEIA

Tudo pronto pra decidirmos a continuidade na única competição em que ainda podemos sonhar. Claro que andamos todos ressabiados, portanto mais ou menos preparados pra cair na real e detonar a turma do Ludovani. O adversário, que foi até tachado como sensaçã da temporada, faz boa campanha no Brasa, ocupando a terceira posição; o artilheiro do certame é deles, Ederson, com 15 golos. As duas vezes em que enfrentamos a equipa paranaense este ano terminaram empatadas: 2 x 2 no primeiro turno e 1 x 1 na CoBra, ambas no Vale-Nóia. Dadas as circunstâncias desse jogo de ida, esta noite chagamos à Vila Capanema no lucro. 

Kremer dispõe de todo mundo (menos Yndio, Alissono e Josikiko), enquanto Mancini conta seis desfalques (Pedro Botelho na laterância esquerda, João Paulo e Bruno Silva na volância, Fran Mérida na meiância, Marcelo e Roger na atacância). O Colorado desta vez não conseguirá fazer mistério quanto à escalação: será a mesma do Brenal, com a qual não conseguimos aquela "compactação" toda, sofremos com os contrataques gazélicos e vimos nosso ponta-de-lança sucumbir à força da gravidade em todas as jogadas. Aliás, o esquema do aipim plantado na área tem sido contraproducente. Dispomos de atacantes habilidosos e de boa movimentação como alternativa, porém nosso técnico tende a trocar cu por ânus, isto é, a chamar o aipim-mor, Odalisca Hymen. Vamos ver se desta feita algum aipim se dá bem, ou que Nacho entre no segundo tempo (tomara que daí a água já não tenha batido na bunda).

Sendo assim, teremos: Murrinhéu; Babriéu gazelento, Jáquiço boca-de-caçapa, Ruã e Krébs; Djaphonsus, Uíliams, Dale, Tavin e Yoda; Damien. O Furaquinho irá de: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Maranhão; Deivid, Zezinho, Everton e Paulo Baier; Douglas Coutinho e Ederson. Seneme será o Mr. Gumex. Empate de zero cairemos fora, de apenas um vamos encarar os penais, de dois pra cima sairemos vitoriosos. A noite perfeita será aquela contrária aos prognósticos: gazelinhas faturadas pelos gambás, e nós na meia-final.

BUKI-MEKI #20
1 x 3 = Sandruis
0 x 1 = Ministro
1 x 2 = gilberto
2 x 3 = Saci
2 x 2 = Luã
0 x 2 = CHAVES
1 x 1 = Senomar
2 x 4 = Roger

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Fim da Era Dungo

É isso aí, gurizada, foi-se o Dungo, com Paichão de arrasto. A situação ficou insustentável após a quarta derrotada consecutiva e uma campanha pífia. Acho Aposto que a decisão até já estava tomada antes da rodada de ontem. Isento-me de fazer qualquer avaliação desses quase dez meses, até porque não estou com saco nem tempo. Qual Falcão, logrou levantar o caneco do Gauchonga. De ídolo agora pra se arriscar na empresa que virou o Inter só restou o funcionário Clemer. E Dungo repete ainda a sina do véio Fossa, que foi pra rua após uma goleada pro Vashquin no Rio, à época treinado pelo Sapo Roth, que "casualmente" viria a ser o nosso próximo ténico. Eis que agora, acabo de sabê-lo, aventam justo quem pra suceder Dungo? Apesar da tentação pela coerência lógica e correspondência histórica, não é o Dorivalium, que ontem conseguiu às nossas custas tirar sua equipa da zona dos degoláveis. Mas por aí: coincidentemente de novo, Super Sapo Roth! E o Abelão? Elementar: Luídi da Rodô já disse que o Inter não joga pra torcida  só faltou dizer pra quem então! Portanto, e com todas as cagadas que têm sido feitas por ele e sua trupe no futebol colorado, ninguém se admirará caso a escolha seja desse quilate. Decerto também estão movidos pelo "pensamento mágico" (do qual o Ciffo sempre fala), repetindo a fórmula do errado que uma vez deu certo: agora sim, vamos ser campeões da Cobra.
Como diz o lugar-comum: seria cômico, não sesse trágico. Na real, é tragicômico.
Nota oficial do Inter e agradecimento dunguiano ("Dignity, always dignity! ").
E não sabia que o cara tinha um bareco: Bardunga.
E agora, Colorado?

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Inter 1 X 1 CAP (quartos-de-final da Cobra 2013 - jogo de ida)

PÓS-PELEIA

O texto vai ter de ficar pra amanhã...
Considerando as circunstâncias  golo sofrido no início, time atrapalhado contra um adversário xarope, estádio zicado etc.  o empate no finzinho teve sabor de vitória. Ata.
Tá se abrindo...
Será que a sorte voltará a sorrir pra gente?
BUKI-MEKI #12 *
4 x 0 = D'jamarrah
2 x 0 = Paizaum
3 x 1 = Sandruis
2 x 2 = ciffero
1 x 0 = gilberto
3 x 0 = Rech
4 x 1 = CHAVES
2 x 1 = Senomar
3 x 2 = Saci

* Regras: 
1. O matuto pode tascar o seu palpite no pré-peleia até o instante do apito inicial. 
2. Não vale placar repetido (portanto, só poderá haver um acertador por jogo).
3. Quem espelhar o placar do demo (i.e. adverso) fica suspenso do próximo buki-meki (p.ex. tascou 2 a 0 pra noses, e deu 0 a 2).
4. Quem pitaquear derrota será negativado e vituperado pelos demais; se acertar, aí é melhor trocar de identidade.
5. O critério de desempate entre os acertadores ainda está em discussão: Ciffero pleiteia o número de golos; Saci, o de vitórias primeiro e daí o saldo de golos; D'Jamarrah, qualquer coisa que envolva cálculos fracionários; a maioria não está nem aí.
6. Casos omissos, cabulosos, estrambóticos e suspeitos serão decididos pelo Conselho Desalterativo do Buteko Às Moska's.
7. Aceitam-se sugestões.

PRÉ-PELEIA

Providencialmente ou não, eis a oportunidade da "mudança de foco", isto é, de dar um tempo no Brasa. O adversário, porém, não é "mamão com açúcar" — pelo contrário, e tanto melhor! O Furaquinho é a sensação da temporada. Vocês que acompanham o ludopédio saberiam dizer por quê. De minha parte, baseio-me apenas na "vaga lembrança" daquele empata-foda de 2 a 2 (que marcou o retorno ao Vale), nos números da campanha e no pouco que leio da "mídia esportiva": Éderson é o artilheiro; véio Baier, o "maestro". Trata-se duma equipa rápida, com bom átaque et cetera e tal.

Eliminar os paranaenses, que anseiam por vaga inédita à meia-final, indicará que o inconstante Inter ainda pode remir-se. Dungo periclita, e pode-se dizer que hoje é seu Dia D. Ademais, temos nessa espaçada Cobra Perdigão a chance factível de levantar caneco em 2013.

Os acréscimos ao time todos sabemos: retornam Yoda e Furlã (saem Alex e Caius). Chupa-Cabra de novo dá lugar a Krebe. Uíliams cumpriu suspensão, Aírtu sai. Damien andou espirrando, talvez fique tomando chazinho no banco; Tucán Nacho, insatisfeito com a reserva, assume as picapes. Provável escalação: Irmã Murriéu; Yndio, Ruã, Krebe, Gabriéu; Uíliams, Josikiko, Yoda, Dale; Furlã, Damien (ou Nacho). Enfim, vamos chulear pra que o relvado do Vale Nóia, com sua padronagem de alvo inca, desta feita se torne um redemoinho pro visitante.
Não leias esta legenda, Rech.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Salgueiro-PE 2 X 2 Inter (oitavas da CoBra 2013 - jogo de volta)

PÓS-PELEIA

Na altitude da caatinga, o mistão colorado jogou só o suficiente pra confirmar a vaga às quartas da CoBra com um empatezinho de quatro golos (o próximo adversário é o  Furaquinho).
Dungo cangaceiro acertou a mão ao escalar o óbvio.
Campo seco, meio duro, bem o contrário do banhado em Nóia quinta-feira passada, mas sem falhas, bom de jogar e bonito de se ver.
Envergando uniforme radiativo, os anfitriãos pressionaram desde o início. Mas logo aos 13', no primeiro ataque do Inter, golo! Yoda de bico na entrada da área, passe do Damien, arqueiro Mondragon quase engoliu o cliclé.
Já nos acréscimos do 1º. tempo, quase tomamos -- uma mania que não vem de hoje.
Aos 6' da etapa dita complementar, o apitador apontou pra nossa marca da cal. Só que sob as balizas não estava a Irmã Muriel, mas o caçulinha Ramsés. Há quanto tempo não víamos arqueiro nosso defender penal... Isso que as luvas com pulso fúcsia são iguais às do chama-golo.
Depois disso, eles se envaretaram ainda mais. Amarelo, que é bom, tinha sido sonegado até então; eis que daí o Mr. Gumex se dignou a sacar o primeiro cartão e mostrá-lo ao tal Moreilêndia.
Era hora de trocar duma vez, tirar Damien e Nacho por precaução.
E veio o empate aos 11, Rainieri de porongaço em cobrança de falta de Élvis-Não-Morreu, sem chances. Aos 14', Ramsés salvou a virada em bomba na pequena área. Élvis, o melhor deles, foi substituido em seguida, e a torcida chiou.
Brigador, Damien pediu ao Dungo que adiasse a entrada do Caius (substituição essa que viria a acontecer aos 22').
Alex de direita nos recolocou em vantagem aos 16'.
Ramsés, sempre firme, fez boa defesa aos 18'.
Aos 21', quase o terceiro: Damien chutou, rebote, Uíliams não conseguiu a finalização.
Aos 24', quase de novo: Ronauduauvs...
Aos 26', finalmente saiu Nacho pra entrada de Tavin, paraibano criado na Ilha do Retiro.
O Carcará não queria perder de jeito nenhum.
Aos 28', Chamuscado mandou a campo o japa Yusuke, egresso da Yakusa de Tóquio, sacando o hepatizado Moreilêndia.
Alá, o zagueiro reserva que deveria ser titular, quase ampliou aos 30'.
Aos 33', Alampa Trick rendeu Alex e, 5 min após, quase meteu de ponrongo.
Era só forçar um pouquinho que o terceiro saía. Mas pra quê?
O chato foi que, de tanto amorcegarmos o jogo e de tanto quase dambos os lados, os caras mordendo o tempo todo, saiu o empate final -- nos acréscimos. Daniel fuzilou cruzado do bico da área, no cantinho direito.
Mais detalhes deste empate com sabor de empate, lede agora mesmo na ata.


PRÉ-PELEIA
I.
Tem-se discutido bastante, aqui e alhures, acerca da instabilidade que ultimamente vem caracterizando o Inter de Dungo, no comando há oito meses. Até já encheu o saco, é falação em cima de falação, sempre a mesma ladainha. Há três anos num ciclo rançoso, aos trancos e barrancos, tudo nos parece déja-vu. Não obstante, é preciso recusar-se ao conformismo derrotista.

Déjà Vu - álbum Symphonie Pour Les Sourds, de Ery Pay [R.I.P.]
II.
Em virtude da vantagem de 3 a 0 conseguida em casa, à fragilidade do adversário, ao desgaste da viagem, ao choque térmico e aos jogos em seqüência, a Comissão Técnica optou por poupar alguns titulares pra decisão no Salgueirão, a saber: os veteranos Ruã, Kréber, Dale e Furlã. Além destes, é possível que Nacho fique de fora ou no banco, pois acusou desgaste muscular em Juazeiro e mal participou do recreativo; seu imediato é Caius Canedus. Ramsés e Alã ganham nova oportunidade, ao passo que Ronauduavs perdura e Chupa-Cabra volta à cancha-reta esquerda, donde nem deveria ter saído. A definição dos demais setores depende de quem ocupará a lateral-direita: se for o Ygor, o que é mais acertado e provável (conforme o treino no CT do Praxedão), então entra Aírtu pra fazer companhia ao Uíliams e Yoda (ou Tavin) ao Alex; se for o Yoda, fica Ygor com Uíliams e Tavin com Alex. Como não gosto dessa invencionice de Yoda na lateral, acho que hoje ele deveria atuar no lugar do Dale ou ainda no do Nacho, compondo o ataque com Damien.
III.
O Carcará também tem escalação alterada: Fabrício Ceará levou o terceiro amarelo; Vítor Caicó e Moreilândia são dúvida devido a "problemas físicos", e Élvis-Não-Morreu porque levou uma pedrada domingo (contra o Parnayba). Portanto, a equipe do Chamusca deve ficar mais ou menos assim: Mondragon; Tamandaré, Ricardo Braz, Raniery e Daniel; Moreilândia, Aylton Alemão (Victor Caicó), Alexson e Victor Caicó (Pio ou o nigeriano Yerien); Élvis e Yerin (Canga).
IV.
Alcunhada de Encruzilhada do Nordeste, Salgueiro fica longe pra dedéu, nos confins do sertão pernambucano, a mais de 500 km de Recife, 100 km além de Serra Talhada (capital do xaxado e cidade natal de Lampião, Rei do Cangaço). Por questões de logística, a delegação colorada ficou sediada no Ceará, mais especificamente na Terra do Padre Cícero, Capital da Fé, a cerca de 150 km ao norte de Salgueiro; a descida pra lá deu-se agorinha, a poucas horas do confronto. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Internacional 3 X 0 Salgueiro-PE (oitavas da Perdicopa - jogo de ida)

PÓS-PELEIA

Grata surpresa que se confirmou foi a escalação de Alisson no lugar da Irmã Muriel. No primeiro tempo (assisti só a partir dos 15’), o Inter encontrou bastante espaço pra chegar à frente.  O principal, porém, negou-se a acontecer. Golos perdidos por falta de pontaria, por afobação ou ainda por azar mesmo. E parecíamos o Carrossel Holandês, só que desajustado. Por exemplo, Enrico Yoda caiu pro meio, e a lateral-direita ficou a cargo do Ygor.
Mal começou a etapa derradeira, com Scocco Tucán Nacho rendendo Ygor e Yoda indo pra LD, abrimos o placar em penal sobre o Damien (3’), muito bem convertido pelo Dale. E o Salgueiro, que tem até nigeriano e japa, não se achou mais no banhado. O Inter se ligou o tempo todo e teve sintonia na pressão exercida . Ampliamos aos 21’ com bela jogada dos gringos: Dale pra Furlã, e dele pra Scocco.  Antes disso, aos 19’, Tavin tinha entrado no lugar do Damien. Aos 27’, foi a vez do Alex entrar no lugar do Chikréber 
e entrou bem!  Aos 42’ saiu o golo de cabeça do uruguaio, o melhor em campo. Último lance: tirambaço do Alex no travessão! E parece que o simples fato de Alisson estar sob as balizas bastou pra não sermos vazados. Ótimo resultado em noite de vento frio, temperatura baixa e chuva constante. Carcará saiu depenado e regelado. Eis da goleada a ata e a desata.
Três sem tirar!

PRÉ-PELEIA

Que Inter teremos pra enfrentar o azarão da CoBra nestas oitavas? A par da Síndrome do Favorito — que no nosso caso tem menos a ver com salto alto do que com bloqueio mental — o Colorado readentrou numa fase de incertezas, desacertos e falta de liga, pra não dizer zica. Enfim, não quero enveredar-me pela corneta disfarçada de contestação tática ou vice-versa, até porque não sou bom nem numa coisa nem noutra. Mas em verdade vos digo, prezados e desprezados habitués deste estabelecimento: embora sem ter acreditado a sério, fiquei meio empolgado com a possibilidade da escalação de três atacantes (Furlã, Damien e Tucanacho), e não apenas pra enfrentar o Carcará do Sertão

Seria uma ousadia ofensivista que, como tal, combina muito pouco com o dunguismo. E fica mais implausível por tratar-se de mata-mata. Golo em casa custa o dobro, e tem sido mais fácil nosso arqueiro buscar a bola dentro da meta do que seu antípoda fazê-lo. Por outro lado, pelo menos no caso do presente adversário, a tendência é que enfrentemos uma retranca; ainda que, na qualidade de franco-atiradores, os cangaceiros devam assanhar-se em contrataques visando lograr o tão precioso golo qualificado, o ferrolho deles só deverá ceder se abrirmos vantagem. 
A equipa de Marcelo Chamusca, com quatro desfalques, terá a seguinte formação: Mondragon; Tamandaré, Alemão, Raniery e Daniel; Moreilância, Pio, Rodolfo Potiguar, Victor Caicó e Yerien; Fabrício Ceará. É um 4-5-1 com quatro volantes, mais o atacante nigeriano Yerien encarregado de municiar o ponta-de-lança.

Quanto à nossa escalação: tudo indica que Dungo deixará Scocco no banco, bem como Alex, que dará lugar ao Farbício Chupa-Cabra, deslocado da cancha-reta esquerda pra meia-cancha e assim propiciando o retorno de Chikréber. Outro improviso é Enrico Yoda de novo na lateral-direita. Ou seja: teremos um lateral improvisado como meia e um meia (dito atacante) como lateral. A justificativa no caso do Chupa-Cabra é que, imagino eu, fez sucesso como meia em clubes de menor expressão do interior paulista; somente quando foi pra Lusa, em 2010, encontrou um técnico capaz de perceber "que a soma de técnica e potência poderia fazer dele um bom lateral-esquerdo"; no entanto, ainda continuou "alternando entre a meia e a ala". Já o Yoda precisou vir pro Inter a fim de que seu talento como lateral-direito fosse revelado .

Fosse eu o escalador, conforme já exposto e alvo de controvérsia no posto anterior, promoveria o translado do Chupa-Cabra direto pra cancha-reta paralela e colocaria Yoda ao lado do Dale, junto ao qual teve boas atuações. Ademais, treinaria a ambos os improvisados no sentido de poderem, conforme a necessidade e a inspiração do momento, alternarem-se nessas duas posições.

Seja como for, confio numa boa atuação hoje, com placar "confortável" e tudo (mesmo com chuva e no Bera-Nóia). Mas contra adversários de primeira, receio que essa formação induza aos seguintes senões: Chikréber preso mais atrás, com freio-de-mão puxado, fazendo companhia pro Ruã; Yoda tendendo à frente (tomando-lhe bola nas costas); Uíliams de babá do Ronáudu "Mula-Manca" Áuvs; Chupa-Cabra a desgarrar-e pra linha de fundo esquerda, embolando-se com o Furlã; buraco no meio, com Dale sendo presa fácil da marcação.
Angorá

EXTRA! EXTRA! Alguém fez o favor de dar-lhe um tranco na irmã Muriel durante o treino ontem, e ela ainda está sentindo os quartos. Irmã Alisson, sua caçulinha, terá a oportunidade de fechar as balizas. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mudança de foco: Perdicopa nas oitavas

Acabou a moleza. Foi-se mais de mês desde a última peleia pela CoBra, quando garantimos a classificação ao empatar com o Coelho em Minas.

Entrementes, tivemos sete jogos pelo Brasa (em vez de oito, por conta dum adiamento), três deles como mandantes: começando com duas vitórias, daí uma derrota e quatro empates, aproveitamento de 47%. 

Chegaram reforços, houve baixas por lesão, desfalques, retornos, enfim, todos esses eventos que movimentam o dia a dia dum time de futebol. 

Transferimos nossa casa provisória de Cacias pra Novamburgo por conta da distância, a um estádio em que se enjambrou arquibancadas extras pra dotá-lo do mínimo de 15 mil lugares exigido pelo Vaticano. Parece que ficou nos trinques, inclusive o relvado e as instalações; dá bom público, e a torcida fica no cangote do visitante. 
Dias veranis em pleno agosto. Mas a chuva e o frio já estão voltando...
O estádio do Nóia tem tudo pra que o transformemos numa arapuca mortífera. Depende de o Inter se adaptar ao acanhamento, que aliás favorece as retrancas. E já que essa adaptação não foi imediata, que seja logo!

Pra partida contra o Salgueiro-PE, adversário que nos coube no sorteio, talvez Dungo vá de três atacantes: Furlã, Damien e Scoco — um poderio de fogo nada desprezível. A idéia é obter um placar "confortável" pro jogo da volta, a ser realizado lá nos cafundós do sertão pernambucano. Porém, o 4-3-3 requer que os pontas ajudem mais na marcação e sejam mais participativos.

Eu apostaria nisso, com Dale, Uíliams e Ygor no meio, transferindo o Chupa-Cabra pra cancha-reta direita caso o Ed Ney ou Gabriéu não possam atuar, daí Kréber reassume a lateral esquerda, mais a zaga com Ruã e Alá. Assim, Jenrique e Alex vão fazer companhia pro Caius e Tavin no banco, com pelo menos dois deles entrando cedo no segundo tempo (até a metade) pra não deixar a rotação cair. Quem sabe esse esquema dá liga nos jogos aqui.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

América-MG 1 X 1 Internacional (3ª. fase da Copa do Brasil 2013 - volta)

MINIANÁLISE (ou SÍNTESE)

Jogo de contenção do ímpeto adversário em recuperar o prejuízo; ou seja, adotamos a velha tática do "regulamento embaixo do braço", explorando os contrataques. Apesar de não termo-nos encolhido, demos espaço a ponto de tomar certa pressão com ataques velozes, triangulações, escanteios, chutes de fora da área e duas bolas na trave, culminando com o gol aos 12' do 2º.t (do zagueiro Ronauduáuvs, contra). Tal como na ida, saímos perdendo, e tal como em todos os jogos, nossa meta foi vazada. A situação só se arrefeceu a partir do empate aos 22' (do maestro Dale, mais uma vez de prima), que praticamente matou a charada, pois teriam de fazer mais 2 a fim de levar a decisão pros penais.

PÓS-PELEIA

Inter desclassificado da Shula, isto é, estamos nas oitavas da Cobra (pra desgosto dalguns colorados kkkkkkk). Seguinte, quase como de costume não posso escrevinhar nada de mais agora (como se isso fizesse alguma diferença). O que importa é o resultado na medida, golaço do nosso jogador-chave e capitão. Ata.
— A bombordo!

PRÉ-PELEIA

Na onda da alternância de jogos de campeonatos distintos, chegou o dia de decidirmos a passagem às oitavas-de-final da CoBra. Em se reconfirmando o nosso favoritismo, ter-nos-emos (emos?) desabilitado pra disputar a Shula, competição preferida por alguns colorados (julgando-na mais fácil, mais rentável e com maior visibilidade).
Porém a questão nem é preferir ou escolher esta ou aquela, mas antes ganhar o que estivermos disputando. Por enquanto a mais importante e prioritária obviamente é o Brasa, sonho de consumo de todos nós. A despeito de todo o vai-não-vai do Bucentauro pelo Guaíba afora, a bordo o Doge absorto ante a Fata Morgana, tem a infantaria avançado — meio aos trancos e barrancos, na base da garra, da sorte e da superação. Mais ou menos como tem sido aqui com o blogue, entre marasmos e turbulências.
Há mistério quanto à escalação. Durante a estadia no Rio, os trabalhos se resumiram ao futevôlei. Somente ontem à noite o grupo rumou pra BH. Grata surpresa é a reintegração de Uíliams, objeto de trapalhada burocrática. Seu colega de volância Aírtu expurgou o vírus da gripe e também volta ao time, todavia deve ficar no banco em prol de Josikiko. Já Farbício virou dúvida em virtude de dor nas pernas.
Oxalá o ataque siga metendo golos e a defesa pare de tomá-los. É o que todos esperamos. Avante, Inter!
Alea jacta est

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Colorado 3 x 1 Coelhinha (3ª. fase da CoBra - ida)

PÓS-PÓS-PELEIA


Essa virada pra cima do América-MG aliviou de certa forma o período de incertezas, vacilos, turbulências e trapalhadas pelo qual o Clube do Povo vem passando. De novo o tão visado Dungo (entre 72 e 72,2% de aproveitamento) saiu fortalecido como aquele que segura a onda com um plantel deficiente e uma diretoria amadora. Por exemplo, além dos desfalques normais, da vendagem e das "descontratações", anteontem veio à tona (pois nem tinha mais como esconder) o episódio da não-inscrição do titular Uíliams na CoBra, coisa que vai gerar sindicância (diz o Soltinho Demora, aka Dr. Caganeira, respaldado pelo seu duplo, o Dr. Manguaça, ex-dropeiro). É similar em bisonhice àquele da não-relacionação preventiva do também titular Farbício na 1ª. rodada do Brasa por conta duma suspensão na CoBra que casualmente se cumpriu ontem. Ademais, há as encheções de saco promovidas pela imprensa. Completando o quadro, temos situações inusitadas (pra não dizer bizarras): estou a falar da façanha proporcionada pelo redivivo Maurids (nem consta no grupo profissional), que fechou com chave de ouro (é a expressão usada na ata) a correria na provável despedida do Centenário como casa colorada. Praga da Odalisca? 

Do jeito que transcorreu o 1º. tempo, a gente tomando-lhe pressão, finalizações e escanteio a torto e a direito, culminando com o gol do Rodriguinho aos 40' (eleito o melhor da partida pela Guaíba), cheguei a pensar no intervalo que a noite não era nossa, portanto se arrancássemos um empata-foda já estaria de bom tamanho; e era claro o risco de tomarmos o segundo gol e praticamente darmos adeus à competição (algo que, na opinião dalguns matutos, até seria bom, pois daí estaríamos habilitados a disputar a Shula).
Que virada! Por este ângulo, alguém aqui ainda dirá que o 'Close Shot' abaixo não é da Princesa, que é "muito caída" pra ser dela etc.?
A substituição do Jáquisson por Jenrique no intervalo era necessária e mostrou-se providencial. Dale em especial, deslocado pra direita, e também os demais passaram a render. A pressão passou a ser exercida por nós. Sobrou gás. A defesa foi ao ataque. A dupla de zagueiros veteranos, cada qual com um cabeceio, quase buscou o prejuízo, até que aos 20' o porongo do Yndio Balboa mandou a bola da mãozinha do adversário dentro da área: penal convertido pelo Dale — Furlã deu-lhe preferência. Três minutos depois, El Capitán retribuiu com um cruzamento na feição a gentileza do uruguaio: 2 a 1. Aos 28' Máique rendeu a Mourisca, aos 30' quase levamos o empate num chute de contrataque, aos 35' Furlã deu lugar ao Maurids, aos 37' Dá-tolo (que após a "polêmica do presentinho" acabou atuando toda a partida) fez o guarda-redes se puxar, e aos 42' saiu o gol do atacante Maurids, que teve a providencial idéia de catimbar a partida já na comemoração, mediante um "duplo twist carpado", muito aplaudido por todos (inclusive pelos adversários e pelo boquiaberto árbitro Bráulio da Selva Machado)... Comovido, o atleta teve de assistir sentado aos minutos finais.

Com o resultado de 3 a 1, semana que vem no Independência podemos até nos dar ao luxo de perder — mas vamos ganhar!


PÓS-PELEIA

Bom, já avisei que tô engatado, só amanhã, em plena greve nacional, escrevinharei algo sobre a virada. Valeu. Babem aí com a nova ilustração. Ciffero, adivinha quem é? Dayusa, ou Princesa?

Foto tirada por satélite. Harmoniza com vinhos brancos e espumantes.


PRÉ/PRÓ-POSTO


ciffero de parvalho [10/07/13 às 7:51]

Nôvo pôsto, por favor. Há jôgo hoje.
Sugestão de texto:

"Internacional x América-MG
Comentem aqui.

Diligentemente,
Henze"

A Páscoa é todo dia...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Inter 2 X 0 Santacruz-PE — jogo de volta



PÓS-PÓS-PELEIA

Que chuvarada de lado em Cacias durante o jogo, hein!? A drenagem não é o forte do Centenário, mas deu pro gasto. Levando-se em conta essa situação, dá pra dizer que assistimos a um razoável 1º. tempo. O Santinha até que nem se encolheu tanto: sempre que pôde, buscou o gol; tiveram chances de bola parada, porém a defesa foi firme. De nossa parte, a ofensiva cautelosa teve dificuldades no front. A melhor tacada foi o golaço Furlã (16'), que arrancou ao receber um lançamento do Farbício e fuzilou quase sem ângulo o arqueiro fuleiro  o bandeireca estrábico viu impedimento (e a Rébis escamoteou o tira-teima). O apitador chinelão, por seu turno, era conivente com o revezamento de pauladas no Dale. Quanto aos demais jogadores: a Odalisca começou bem no jogo, parecia que ia abafar, mas foi logo abafado; Aírtu deu 2 bons chutes de fora da área e esteve bem; Fredy se movimentou e marcou bastante, o problema é que peida na hora de finalizar; Gabriéu não correspondeu às jogadas propostas pelo Dale (e o adversário investiu pelo lado dele); o combativo Farbício ia bem na combatividade, até que conseguiu o 2º amarelo aos 39' (o 1º foi por reclamação "acintosa"); Uílians, Ruã e Moleds se destacaram positivamente; Murriéu mostrou de novo que não convém atrasar a bola pra ele.

Voltamos pro 2º. tempo com os mesmos dez (Hymen devia ter ficado no vestiário e dado lugar pro Caius). Logo de cara, Caçarrato e Renatin quase ferraram a gente (Murriéu fez defesa em 2 tempos...). Sem se mixar, o Inter ia pra cima, tanto que aos 12' brilhou a estrela del Capitán, soltando a canhota de prima em passe do Aírtu à la ponta-esquerda! Depois disso, refreamos um pouco o ímpeto. Aos 24', Aírtu sentiu, Djozymar entrou. Aos 26', expulsão do outro lado (2º amarelo em falta dura no Dale). Aos 28', finalmente entrou o Caius no lugar do Aipim. Aos 33', saiu Furlã pro auspicioso retorno do Chicréber (que antes do jogo recebera do Solto de Máscara uma placa pela 200ª. partida com o manto colorado). Aos 36', em passe de primeira do Djozymar, Caius girou na meia lua e correu pro abraço. Ainda quase metemos o 3º no finzinho: aos 43', Dale de letra deixou o Djozymar na feição, que conseguiu isolar.
O técnico Dungo está cultivando um visual aborígene (estilo O Náufrago).
Enfim, foi uma boa apresentação; deu gosto de ver o empenho e o desempenho do time no 2ºt (ata). Parabéns à torcida que se fez presente. A próxima parada acontece só dia 25  pois cancelaram o amistoso do próximo domingo em Rivera  a nossa estréia pelo Brasa contra o Vitória no Fonte Nova (como aperitivo, Bayern e BVB decidindo a Liga dos Campeões). Até lá, talvez nasça a baita contratação que vem sendo prometida...


PÓS-PELEIA

Beleza, gurizada, é nóis!
Com um a menos contra 13 — golaço do Furlã mal-anulado e expulsão do Chupa-Cabra — superamos o Santacruzpe. Dale abriu o placar no 2º.t, quando já estávamos com 10, e comandou a classificação. Caius Canedus, que demorou mas rendeu o Aipim Moura, matou a charada. Kréber fez o seu retorno.
O próximo adversário sai nesta quinta em Floripa: Avaí ou América-MG.
Não consegui acesso à Internet pela merda do 3G da Craro, por isso nem comentei nada.
Por ora, é isso, que tenho de acordar daqui a 6 horas.



PRÉ-PELEIA

Chegou o dia; a hora é logo mais, daqui a pouco! Após dez marasmentos dias e os corriqueiros boatos de contratação (hoje largaram ser Robinho o alvo; por enquanto, trouxemos do Vec o LD Ediney, cuja posição e nome lembram o Ney), o Colorado entra em campo pra mais uma partida decisiva. Pela frente, o também tricampeão estadual Santacruzpe, que vem descontado por conta da finalíssima domingo contra o Sport (no qual meteu 2 a 0 fora de casa) e da longa viagem até o Sul, onde o choque-térmico da Serra é outro inconveniente... Ahã, conta outra, pois ninguém aqui acredita nesse papo — nem sequer aqueles que lhe fizeram eco.

Em princípio, o time do Inter é muito mais qualificado, coisa e tal. E daí? Isso até costuma servir de motivação aos adversários. O confiante Santinha viu essa superioridade ficar só no papel lá no Arruda e sabe que hoje tudo se decide nos 90 e poucos minutos, tendo a vantagem do empate com gols. Ao Inter, que rendeu abaixo do esperado nas últimas três partidas, resta a necessidade de vitória. Zero a nada leva pros penais...

Acredito que os pernambucanos jogarão sob o preceito de que a melhor defesa é o contra-ataque. Talvez haja aquela tentativa de Blitzkrieg inicial pra "surpreender" os anfitriãos, mas a estratégia principal da Cobra-Coral deverá ser a de esquivar-se a espera da oportunidade de dar o bote (segundo a Wikipídia: "Para se defender, geralmente levanta a sua cauda, enganando o ameaçador com sua forte coloração; este pensa que é a cabeça da cobra e foge para não ser atacado. [...] Ao se sentir acuada ou ser atacada, a cobra-coral rapidamente contra-ataca" — cumé? o "ameaçador" apresenta "forte coloração"? pensando ter-se metaforseado na "cabeça da cobra", ele foge com medo de atacar a si próprio?). Em contrapartida, o Saci não pode bancar o herpetólogo, querer examinar a dita pra verificar se é falsa ou verdadeira: o momento é antiecológico e politicamente incorreto, ou seja, tem de matar a cobra, mostrar o pau e usar o bote pra atravessar o rio (patrocínio: NEV — Narguilé da Estrela Vermelha, o apreciado barril de Heineken holandesa).

Dale, tendo cumprido suspensão no Arruda, retoma o protagonismo. Farbício joga (pensei que ele iria pra faca esta semana). O único desfalque é o matador Damien. Portanto entra a Odalisca Hymen, que esperamos desabroche duma vez, a despeito das deficiências em relação ao Made in Varzea: menos fôlego, vigor, disposição e qualidade; sensível ao tranco, fraco na marcação e na bola alta; não sabe cavar, nem valorizar faltas; não busca a bola, nem ajuda na defesa, etc. Mas é o que temos, supunhetamos que Dungo saiba das cosa: vai guardar o Caius pro 2º. tempo a fim de botar velocidade em cima do visitante, que tem menos gás que a gente... Claro, tudo isso é conversa fiada deste blogueiro, que começou a pescar escutando a chuva crepitar nesta tarde de bobeira. Daqui a pouco falta luz...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Santacruz-PE 0 X 0 Inter


PÓS-PELEIA:

Jogo feio num campo pesado, diante da animada torcida no Arruda. 
O primeiro tempo, fora uma rateada do Fredy num bate-rebate que poderia ter-nos rendido um golzito, foi de correria do anfitrião, sem a gente produzir quase nada.
Dungo até deveria ter mexido já no intervalo, mas o fez duplamente aos 21' e 22' do 2ºt colocando Tavin e Caius no lugar do Vitojúnio e do Furlã. Mais pro fim, aos 38', mandou Mourisca render Damien. Com o Santacruz sem gás, tivemos chances de meter (p.ex. falta cobrada pelo Farbício aos 30' e desviada na barreira, depois chute desviado do Fredy aos 31' na trave, penal no Caius amorcegado pelo Arílson Bispo da Anunciação aos 43'), porém ficamos mesmo no empata-foda.
Enfim, pelo menos não tomamos. Agora é vencer na volta. 
Ata.
As Cartas de Amor duma Freira Portuguesa

PRÉ-PELEIA:

Cá estamos pra mais uma jornada esportiva. A parada desta vez, feriado do Dia do Trabaiadô, é no Arruda contra o Santacruz pela 2ª fase da CoBra — outra viagem longa, sendo que domingo encararemos a final do returno estadual... Enfim, a única modificação no time é a entrada dalguém no lugar do suspenso Dalessandro: Vitojúnio ou Tavin? Furlã recuado e Caius à frente? Acho que Dungo colocará o Vitojúnio. Ah, Aírtu era dúvida (pro seu lugar, Ygor ou Djozymar).
Juliana Holleben (candidata colorada no Belas da Torcida Uol 2013)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Prantéu

PREÂMBULO

Bá, sem jogo durante a semana, mas tenho de me botar numas, mesmo de ressaca numa manhã de quinta, e atochar um posto postiço falando sobre qualquer coisa de qualquer jeito. O Prof. Eleutheryo Planaldus tinha prometido um texto sobre Futebol 7, mas decerto pintou algum contratempo na Grécia Antiga e ainda não mo pode enviar. Buenas, dêem play abaixo no realejo (orgue de barbarie) e sigam lendo.
"Les singes de Michel Bertrand"
"PRANTÉU"

Esse meu neologismo de sonoridade caipira é uma mistura de plantel com pranto. Aplica-se aos times de elite que, mesmo com gastos substanciais, não conseguem montar um time eficaz e eficiente em todos os setores e posições, com peças de reposição à altura e baixo índice de lesões. No papel, podem até parecer um timaço, favorito a título e o escambau, porém nos 90 min as deficiências acabam aparecendo e contribuindo pros maus resultados, mesmo contra times pra lá de modestos. É então o ensejo pra alegações de que "não há mais bobos no futebol" (ou que "só tem bobo"), de que "o futebol está nivelado", de que "é uma caixinha-de-surpresas" e outras teorias desculpatórias. Em que pesem o despreparo e/ou má-fé das arbitragens, a péssima qualidade dalguns relvados, a "burrice" dos técnicos e a imponderabilidade do esporte, muitas vezes é inquietante o "cuspe-benefício" dum grupo caro, pago em dia, treinado por um profissional caro, com boa infra-estrutura e recursos humanos à disposição etc.

Batiscafo na oficina
Evidentemente, não é de hoje que o ludopédio tornou-se um grande negócio. A questão é: pra quem? Se os clubes viraram empresas e o torcedor não é um mero cliente, então a força motriz que faz girar o capital pertence a uma terceira natureza... Enfim, não me aprofundarei nisso porque meu batiscafo está na oficina, e o escopo aqui está mais pra subjetivo do que pra objetivo. 

Seja como for, falemos do "prantéu" colorado. O momento é de "transição", a reforma do estádio só termina no fim do ano, o técnico está há pouco tempo no cargo (e tem conseguido bons resultados), a fotografia do time mudou, a temporada mal começou, é preciso paciência etc. Mas não dá pra negar que algumas contratações e renovações foram de gosto duvidoso, que continuamos com deficiências preocupantes no time titular e que o banco é fraco. Senão vejamos:

Guarda-redes: longe de ser unanimidade, Murriéu passou a conviver com a sombra de Ramsés, o 3º goleiro, seu irmão caçula e esperança da torcida; porém Argenor tem preferência, enquanto Laurindo Scafandro fez que foi mas acabou fundo. 

Zaga: a dupla Ruã e Moleds se acertou, daí Moleds se lesionou, dando lugar ao gurizão Alã, mas deve retornar em seguida; o problema é que o veterano Ruã praticamente chegou lesionado no Inter, e talvez não agüente o tranco de tantos jogos; há ainda Daltonics, Jáquison, Romário (que Romário?), Ronauduáuvs e o encostado Yndio véio, num total de 8 zagueiros!

Laterais: Gabriéu, o sucessor do Neynhaka que não tem reserva (Élder?), declarou estar gostando da liberdade de subir ao ataque, porém às vezes parece esquecer-se da "liberdade" de voltar; Farbício (vulgo Chupa-Cabra, porque usa chapa) tem compensado com garra e comprometimento certa obtusidade e rigidez de cintura (animal de cancha-reta), é o reserva que virou titular por causa da lesão "crônica" de Kréber e da falta de opções melhores, portanto tampouco tem reserva.

Volância: o alento maior é o reforço Uíliams, que acaba de cumprir pré-temporada no DM, enquanto Djozymar e Yghor (ambos em recuperação) e o também reforço Aírtu disputam a outra vaga, ou seja, quem não estiver no DM joga (devem ser no máximo 2); Aírtu chegou agora, é um jogador pesado, com tendência a chegar atrasado e com fama de truculento, errou passes bisonhos e cansou fácil nas oportunidades que tem tido.

Meio-campo: temos Dalessandro, capitão, maestro e alvo do time, que incorporou a causa do Dungo e tem-se puxado bastante, é um jogador imprescindível que tende a não estar disponível em vários jogos (devido a cartões e desgaste); a outra vaga ficaria com Datlo, que não tem empolgado após sua recuperação (vacila muito, corre travado, peida na hora H etc.), ou com o recém-recuperado Frédy, que no último jogo (derrota pro Vec) entrou no lugar dele e conseguiu ser pior; o gurizão Tavin anima, sempre melhora o time; correndo por fora, ninguém menos que Vitojúnio (que pra mim está mais pra 2º atacante); especula-se que Diego (ex-Santos) nos reforçará a partir da janela.

Ataque: Furlã retomou seu bom futebol, Damien reencontrou o caminho do gol, porém o uruguaio é titular da Celeste, enquanto D9 voltou a ser convocado pela selecinha e está sendo cantado como a "bola da vez" a ser "defenestrada"; sobram Djiuberto (sendo "emprestável", deve ser emprestado de novo), Odalisca Hymen (operou os 2 pés ano passado, mas acho que os cirurgiões trocaram o esquerdo pelo direito e vice-versa; sem ritmo, nem sair do chão consegue) e Caius Canedus, o reserva de Furlã que tem dado ótima resposta (tanto que deveria ser também o substituto do Damien em vez da Mourisca).

Alguém da base tem cacife pra subir?
Quem poderia ser dispensado (considerando-se o contrato etc.)?
Quais as boas opções no mercado?
Qual a escalação e banco ideais?
Print "Scream" da página oficial do Inter (11/04/13)

CHEERLEADERS COLORADAS

O Inter resolveu implementar minha barbadinha inovadora de botar em campo um time de "animadoras de torcida". Segundo a nutícia no site do Clube, o corpo de baile ainda não tem nome  se estão esperando que eu batize, aqui vai: ops, quase que entrego o ouro! Vou mandar por e-mail ao nosso Departamento de Márquetin, pra que providenciem o registro de domínio.  A equipa das meninas entrará em cena tão logo termine a animadíssima pré-temporada (a estréia está prevista pra 2 de junho, em jogo contra o Bahea pela 3ª rodada do Brasa). E diz que o Cheerleading é até um esporte, reconhecido no Brasil desde 1998 — puxa, como ando desatualizado!
Registro do primeiro ensaio no galpão... Qual a Cheerleader Colorada mais gata? Bacana o lustre.
COBRA:

Saiu ontem à noite nosso próximo adversário da Copa do Brasil, o Santa Cruz, que confirmou vaga ao vencer o Guarani de Juazeiro (CE) por 2 a 0 no Arruda (vencera por 2 a 1 no jogo de ida). As datas ainda não foram definidas (em maio, mês de Maria e das mães).

BENZADEUS! (Le Ruque-Raque Blogue & The Black Tape Project)